
Minha homenagem à nova mamãe, relembrando o passado e revivendo a saudade que nos acompanha sempre. Seu Pai. Luiz.
MINHA CAÇULA, VENHA VER O HALLEY
Mil novecentos e oitenta e seis, eu lembro.
Nossa janela abri, para deixar que entrasse,
Não sei o mês se abril, março ou setembro,
E aquela luz fugaz e bela eu a pegasse.
Era o cometa Halley que se via passar.
Chamei Patrícia e: “veja”, pedi que olhasse.
Aquele era um momento único e singular
E somente ela, talvez , disse, sobrasse
Para enxergar de novo o brilho do cometa.
Era a mais nova entre nós, só seis anos tinha
Levando à boca a sua velha chupeta.
O cometa se foi e pelo céu caminha.
Apressado passou, mas como um estafeta
Talvez leve a saudade desta vida minha.
LUIZ SOARES julho/2010
2 comentários:
Bellisimo, compradre Luiz
Que liinnndo!!! Muito obrigada Papai!!!! Realmente é uma lembrança que segue viva e, com este poema, muito mais.
Te amo muito, sua filha, Patrícia.
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